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Energia Solar

Ferramentas e rentabilidade

Simulador de TAR: Bateria Virtual vs Bateria Física

Calcule o impacto real da Tarifa de Acesso às Redes (TAR) na fatura e descubra, com números, se compensa mais uma bateria virtual ou física no seu autoconsumo UPAC.

Atualizado a 2026-06-24 · 14 min de leitura · Equipa Editorial Energia Solar PT

TL;DR

Em junho de 2026, um simulador de bateria virtual em Portugal deve subtrair a TAR regulada (0,36–3,6 c€/kWh por trânsito na RESP) antes de comparar com bateria física: num perfil de 2 500 kWh/ano na rede, a virtual líquida ronda 103 €/ano face a 127 € de venda — mas uma física de 5 kWh que evita 900 kWh/ano na RESP pode poupar 25–40 €/ano só em TAR, além da energia armazenada.

  • O simulador corre em quatro passos: kWh na RESP, TAR por sentido (ERSE 2025), receita virtual ou venda, e poupança física por kWh desviado da rede.
  • A bateria virtual paga TAR na injeção e de novo na importação com saldo; a física reduz o volume que transita — não elimina a regulamentação.
  • Com CIEG 100 % e TAR autoconsumo ~0,46 c€/kWh, 2 500 kWh «ida e volta» custam ~23 €/ano; sem isenção, o mesmo fluxo pode ultrapassar 130 €/ano.
  • Abaixo de 1,5 MWh/ano exportados, taxa mensal do virtual (> 0 €) pesa mais que décimos no crédito; acima de 3 MWh/ano no Algarve, cada 0,5 c€/kWh líquido vale 15 €+.
  • Cruze este modelo com o simulador interativo de excedentes e a calculadora de rentabilidade antes de assinar contrato ou comprar lítio.

Um simulador de bateria virtual em Portugal que ignore a Tarifa de Acesso às Redes (TAR) recomenda quase sempre o tarifário «virtual» — porque compara €/kWh de crédito sem descontar o custo regulado de cada kWh que transita na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP). Em junho de 2026, com valores ERSE publicados para autoconsumo em baixa tensão, a TAR ronda 0,36–0,61 c€/kWh por sentido quando há isenção total de CIEG (cenário residencial típico), ou 2,1–3,6 c€/kWh sem essa isenção. Antes de escolher entre bateria virtual (saldo € na fatura) e bateria física (LiFePO4 em casa), o simulador deve responder: quantos kWh circulam na RESP, quanto custa cada trânsito, e quantos kWh a física desvia desse fluxo.

Resposta rápida

Como usar o simulador de TAR para bateria virtual?

Multiplique kWh exportados pela TAR autoconsumo (tabela ERSE) na injeção; se o saldo virtual importa de volta, multiplique de novo na volta. Subtraia ao crédito bruto (kWh × €/kWh) e à taxa mensal × 12.

Resposta rápida

A bateria física entra no simulador como quê?

Estime kWh/ano que deixam de ser injetados graças ao armazenamento (tipicamente 600–1 200 kWh/ano com 5 kWh úteis). Poupança = kWh × tarifa importação + TAR evitada por não transitar na RESP.

Resposta rápida

Virtual ou física — o que o simulador mostra mais vezes?

Com exportação > 2,5 MWh/ano, crédito virtual ≥ 6 c€/kWh e taxa zero, a virtual empata ou ganha em euros anuais imediatos. Com consumo noturno > 40 % e CIEG incerto, a física ganha no horizonte 10–15 anos — sobretudo se a TAR sobe 3,5 % em 2026.

Porque a TAR muda o resultado do simulador

Tarifa de Acesso às Redes (TAR) é o preço regulado pelo uso das infraestruturas elétricas quando a energia não circula só dentro da instalação. A ERSE fixa-a anualmente; a E-Redes fatura-a. Bateria virtual acumula euros dos excedentes que a compensação quarto-horária do Decreto-Lei n.º 15/2022 não absorveu — mas o kWh continua a transitar na RESP na injeção e, quando consome com saldo, na importação. Bateria física (LiFePO4) intercepta kWh antes da injeção: menos volume na RESP, menos TAR acumulada ao longo do ano.

O erro mais comum nos simuladores comerciais: comparar 0,060 €/kWh de crédito virtual com 0,055 €/kWh de venda de excedente sem linha TAR. Num perfil de 2 500 kWh/ano na RESP com CIEG 100 %, a TAR «ida e volta» (~0,46 c€/kWh × 2 × 2 500) retira ~23 €/ano15 % de 150 € brutos. Com taxa mensal de 2 €, o buraco sobe para ~31 %. Detalhe completo das tarifas em custos escondidos da TAR na bateria virtual.

Metodologia do simulador — quatro entradas, três saídas

Declarado em 24 de junho de 2026: construímos a matriz editorial abaixo cruzando a tabela «Tarifa de Acesso às Redes do Autoconsumo através da RESP» da ERSE (valores janeiro 2025, referência ainda vigente quando a tabela 2026 definitiva não estava integralmente publicada), três faturas anonimizadas de produtores no Algarve (1,6–3,4 MWh/ano exportados) e ordens de grandeza de baterias LiFePO4 5 kWh (desvio 750–950 kWh/ano da RESP, média de 18 instalações reportadas por instaladores parceiros no sul).

Entradas obrigatórias:

  1. kWh injetados/ano — relatório E-Redes ou inversor (excedente líquido após compensação 15 min).
  2. Estatuto CIEG100 % (residencial típico) vs 0 % (empresa/CER — confirmar na fatura).
  3. Parâmetros virtual — €/kWh crédito, taxa mensal (€), % saldo utilizado (default 85–95 %).
  4. Parâmetros física — kWh/ano desviados da injeção, CAPEX (€4 000–€8 000 para 5 kWh útil), tarifa importação (~0,18–0,24 €/kWh).

Saídas:

  • Receita virtual líquida = kWh × crédito − TAR injeção − TAR importação (se aplicável) − taxa × 12 − saldo não usado.
  • Receita venda excedente (referência) = kWh × preço compra − TAR injeção — ver simulador interativo.
  • Poupança física anual = kWh armazenados × tarifa importação + TAR evitada (2 × TAR × kWh desviados se o perfil era «ida e volta»).

Onde estou menos seguro — sem amostra N>15 de contratos «bateria virtual» com nome comercial em Portugal em junho de 2026 — é na percentagem exacta de crédito que compensa a linha TAR na fatura do comercializador versus só o preço de energia; anedoticamente, produtores no Faro reportam 20–30 % de crédito subutilizado no Inverno quando a segunda habitação fica vazia.

Matriz simulador TAR — virtual vs física (8 perfis, junho 2026)

Premissas comuns: TAR autoconsumo BT com CIEG 100 % = 0,0046 €/kWh (vazio normal, valor intermédio ERSE 2025); tarifa importação 0,22 €/kWh; bateria física 5 kWh útil desvia 900 kWh/ano da injeção; CAPEX física 6 500 € (não amortizado na coluna anual); crédito virtual 0,060 €/kWh; taxa virtual conforme coluna.

PerfilkWh RESP/anoVirtual taxa (€/mês)Virtual líquidoVenda 5,5 c€ ref.Física 5 kWh poupança*Vencedor anual €
T3 Lisboa, teletrabalho1 2002,0037 €54 €218 €Física (energia)
Moradia Algarve 6 kWp2 8002,00121 €132 €218 €Física
AL Tavira, exportação alta4 5002,00219 €226 €218 €Empate virtual/venda
Quinta Beja 10 kWp3 2000,00147 €164 €218 €Física
Empresa Évora, sem CIEG3 4000,00−6 €109 €198 €Venda ou física
Ref. Endesa ES (6 c€ + 2 €)2 5002,00103 €127 €218 €Física
Consumo noturno alto Silves1 8000,0095 €88 €218 €Física
Exportação modesta Cascais9003,0032 €38 €198 €Venda

*Poupança física = 900 kWh × 0,22 € + TAR evitada (~8 €) — não inclui payback do investimento. CAPEX amortizado em 10–12 anos depende do perfil.

Dataset editorial «Matriz simulador TAR — bateria virtual vs física PT», licença CC BY 4.0. URL: https://www.melhorsolar.pt/guias/simulador-tar-bateria-virtual-vs-fisica-portugal#dataset

Simular a bateria virtual — fórmulas e armadilhas

Fórmula base (24/06/2026):

Líquido virtual = (kWh exportados × €/kWh crédito)
                − (kWh exportados × TAR injeção)
                − (kWh reimportados × TAR importação)
                − (taxa mensal × 12)
                − (crédito não utilizado)

Com 100 % dos kWh exportados reimportados via saldo (cenário máximo «ida e volta»), simplifica para:

Líquido ≈ kWh × (crédito − 2 × TAR) − taxa × 12

Exemplo: 2 500 kWh, crédito 0,060 €, TAR 0,0046 €, taxa 2 €/mês150 − 23 − 24 = 103 €/ano — alinhado com a matriz e com o guia custos escondidos TAR.

Prós e contras — incluir TAR no simulador virtual

PrósContras
Comparável entre comercializadoresExige fatura E-Redes desagregada
Evita surpresa de «6 c€ que valem 4 c€»CIEG incerto distorce resultado
Permite negociar taxa mensal a zero primeiroSaldo não usado difícil de modelar sem histórico

Posição: simule a virtual se, após TAR e taxa, o simulador de excedentes mostrar ≥ 15 €/ano face à venda formal — regra alinhada com comparativo de tarifários.

Simular a bateria física — TAR evitada e payback

A bateria física entra no simulador como redução de kWh na RESP, não como €/kWh de crédito:

Poupança física = kWh armazenados × tarifa importação
                + kWh armazenados × TAR evitada (injecção evitada)
                + kWh armazenados × TAR evitada (importação evitada)

Com 900 kWh/ano desviados, tarifa 0,22 €/kWh, TAR 0,0046 €/kWh:

  • Poupança energia: 900 × 0,22 = 198 €
  • TAR evitada (ordem de grandeza, ambos sentidos): 900 × 0,0046 × 2 ≈ 8 €
  • Total ~206 €/ano — superior ao virtual líquido de 103 € no mesmo perfil, mas exige CAPEX ~6 500 € → payback ~31 anos só na poupança marginal face a «nada». O payback real inclui autoconsumo que já existia; use a calculadora de rentabilidade com bateria activada.

Posição: a física 5 kWh ganha no simulador TAR quando o consumo noturno (22h–07h) supera 35–40 % do total e o orçamento absorve €5 000–€8 000. A virtual ganha quando exporta > 3 MWh/ano, obtém crédito ≥ 6 c€/kWh sem taxa mensal, e utiliza > 90 % do saldo — cenário raro abaixo de 1,5 MWh/ano exportados.

Steel-man: «simular TAR é paranoia — os cêntimos não decidem»

O defensor da simplicidade argumenta: «A ERSE mantém TAR de autoconsumo baixa de propósito para não travar o solar; com CIEG 100 % estamos a falar de menos de 25 €/ano em 2 500 kWh; ninguém muda de bateria por isso; o comercializador já desconta tudo na fatura; perder tempo com simuladores atrasa a assinatura do contrato que dá 6 c€ garantidos

Segundo parágrafo: «Além disso, a bateria física custa €6 000+ — comparar 23 € de TAR com €6 000 de Capex é ridículo; quem quer simplicidade escolhe virtual; quem quer apagão escolhe física; a TAR é ruído contabilístico.»

Rebater: a TAR isolada raramente decide — mas não é ruído quando somada a taxa mensal (24 €/ano), saldo não usado (20–30 %) e aumento de 3,5 % em 2026. O pacote «6 c€ − TAR − taxa − saldo morto» pode ficar abaixo de venda a 5,5 c€ com metade da burocracia CAE. E a física não compete só na TAR: compete em 198 €/ano de energia desviada. O simulador existe para evitar que marketing de cêntimos esconda dezenas de euros de custos regulados — ver bateria virtual vs física para o quadro completo.

Cenário 1 — Carla, Lagos, 5 kWp, simulação completa

Carla (professora reformada, 5 kWp em Lagos, 2 200 kWh/ano injetados, CIEG 100 % confirmado na fatura E-Redes de março de 2026, consumo noturno 38 %).

LinhaCálculoValor
Crédito virtual 0,060 €/kWh2 200 × 0,06132 €
TAR ida + volta (0,0046 €)2 200 × 0,0046 × 2−20 €
Taxa 2 €/mês12 × 2−24 €
Saldo não usado (15 %)132 × 15 %−20 €
Virtual líquido~68 €
Física 5 kWh (850 kWh desviados)850 × 0,22 + TAR~191 €/ano
CAPEX física−6 500 € (único)

Posição: Carla deve negociar taxa zero antes de virtual; com 2 €/mês, a venda a 5,5 c€ (venda excedentes UPAC) liquida ~99 €acima do virtual modelado. A física só compensa se valorizar backup e tiver apoio Fundo Ambiental para baixar Capex.

Cenário 2 — João, Montemor-o-Novo, empresa, TAR alta

João (oficina mecânica, 8 kWp, 3 100 kWh/ano exportados, fatura com TAR autoconsumo ~0,026 €/kWhsem CIEG 100 %).

OpçãoBrutoTAR (ida+volta)TaxaLíquido
Virtual 0,065 €/kWh202 €−161 €0~41 €
Venda 0,058 €/kWh180 €−81 €*0~99 €
Física 10 kWh (1 100 kWh desviados)poupança ~280 €/anoTAR ↓payback ~9 a

*Só TAR na injeção.

Posição: João não deve simular com tabela residencial CIEG 100 % — o simulador mente se usar 0,0046 € em vez de 0,026 €. Com TAR alta, venda formal ou física 10 kWh deslocam o jogo; a virtual só se o anexo garantir CIEG ou crédito > 8 c€/kWh — improvável em junho de 2026.

O que muda com a TAR 2026 — actualizar o simulador

A ERSE comunicou para 2026 um aumento médio de 3,5 % nas tarifas de acesso às redes em BTN — consulta sectorial de janeiro de 2026. Para o autoconsumo RESP, aplique o mesmo factor à TAR 2025 até publicação definitiva: 0,0046 € → ~0,0048 €/kWh (CIEG 100 %). Impacto num perfil 2 500 kWh «ida e volta»: +1 €/ano — modesto isolado, mas soma 10 anos e penaliza quem acumula saldo virtual no Verão e importa no Inverno com TAR mais alta.

Três acções após actualização ERSE:

  1. Recalcular coluna Virtual líquido na matriz (#dataset).
  2. Comparar com subida da eletricidade e payback solar.
  3. Reexecutar simulador interativo com €/kWh do contrato datado 2026.

Checklist em sete passos — simulador TAR antes da decisão

  1. Registar UPAC e contador bidirecional (guia DGEG).
  2. Extrair kWh injetados 12 meses — E-Redes, não PVGIS bruto.
  3. Identificar CIEG 0 % vs 100 % na fatura; escolher coluna ERSE correcta.
  4. Simular virtual: crédito − 2×TAR − taxa − saldo morto.
  5. Simular venda no simulador excedentes.
  6. Simular física: kWh desviados × (tarifa + TAR evitada); cruzar com calculadora rentabilidade.
  7. Comparar payback 10–15 anos; pedir estudo gratuito se empate < 30 €/ano.

Veredito

Para quem pesquisa «simulador bateria virtual portugal» e quer incluir a TAR: em Portugal continental, 24 de junho de 2026, nunca compare crédito virtual bruto com poupança física sem descontar TAR — o erro favorece a virtual em 15–35 % nos perfis residenciais típicos. Escolha virtual se, após TAR, taxa zero e saldo > 90 % utilizado, o líquido supera venda de excedente em ≥ 15 €/ano no seu volume. Escolha física 5–10 kWh se o noturno > 40 %, a TAR é CIEG 100 %, e o payback com Fundo Ambiental fica < 12 anos. Escolha venda formal se exporta < 2 MWh/ano com taxa virtual > 0 €, ou se o estatuto CIEG não for residencial — o simulador com tabela errada custará mais que uma hora no portal e-Redes.

No Algarve e Alentejo, onde a exportação supera 3 MWh/ano, correr o simulador TAR antes de comparar marcas separa folheto de contrato — cada 0,5 c€/kWh líquido são 15 €+ anuais que a TAR pode esconder.

Perguntas frequentes

Posso usar só o simulador online sem calcular TAR manualmente?

Sim para ordenação inicial — o simulador interativo compara €/kWh e taxas. Para decisão final, subtraia TAR × kWh na RESP com a tabela ERSE do seu estatuto; sem isso, arrisca assinar virtual «vencedora» que perde para venda a 5,5 c€.

A TAR incide sobre autoconsumo instantâneo nos 15 minutos?

Não. Energia produzida e consumida no mesmo período de 15 minutos não transita pela RESP — zero TAR nesse kWh. O simulador deve usar só o excedente injectado.

Bateria física + virtual — faz sentido simular as duas?

Raramente. A física reduz exportação; menos kWh para crediting virtual. Simule sequencialmente: primeiro física (kWh desviados), depois virtual sobre exportação residual.

O simulador serve para CER ou autoconsumo colectivo?

Com ressalvas. Perfis CER podem ter TAR e CIEG distintos — validar com contabilista. Este guia foca UPAC residencial e pequeno comercial em BT.

Disclaimer

Este guia é informativo e não substitui aconselhamento fiscal, jurídico ou de engenharia. Valores de TAR, CIEG e tarifários comerciais mudam com decisões da ERSE e despachos governamentais. Os cenários Carla e João são ilustrações — substitua pelos valores do seu anexo e fatura. Não assine contratos com base só na matriz editorial. Confirme sempre ERSE, DGEG, E-Redes e ADENE na data de vigência.

Fontes primárias

  1. ERSE — Tarifas e preços de eletricidade
  2. ERSE — Estrutura tarifária do setor elétrico em 2025
  3. Diário da República — Decreto-Lei n.º 15/2022
  4. ADENE — Venda do excedente no autoconsumo simplificada
  5. DGEG — Autoconsumo e UPAC
  6. Simulador interativo — melhorsolar.pt